quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Por um mundo sem mordidas

Duas crianças no pátio da escola brincam com uma bola.
Nesse momento elas estão cada uma no seu momento de aprender a conviver com o outro. Fora da família, fora da sala de aula mediada pela professora, fora do controle da babá ou dos avós. Elas são elas. Verdadeiras por essência.
- Vamos brincar de futebol?
- Não! Vamos brincar de jogar a bola um pro outro.
- Eu não quero brincar assim. Futebol é mais legal.
- Mas a bola é minha, a gente brinca do que eu quero.
- Então eu não te devolvo a bola.
- Me entrega agora!
- Não vou!
No intuito de coagir o colega e pegar a sua bola, uma das crianças morde a outra.


Desde de crianças, os seres humanos estão acostumados a querer, a todo custo, que todos entendam e acatem o que querem, o que pensam e o que acham correto. Pelo menos na infância os fazem de forma sincera.
Crescer é sem graça.
Com o tempo você percebe que as mordidas são diferentes, menos sutis e que não marcam a pele, mas a alma.
Culpa do egoísmo, da falta de compreensão e do desrespeito às diferenças.
Em busca de um mundo sem mordidas.

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