terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alô

- Alô.
- Com quem estou falando?
- Com o Guilherme.
- Sr. Guilherme Gomes?
- Sim, sou eu...
- Sr. Guilherme, estou te ligando para cobr...

tu tu tu.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Feliz Aniversário

Ele acordou. Na verdade já tinha sido acordado de que algo diferente ia acontecer antes mesmo do dia começar.
E fez tudo como sempre. Pra variar o cabelo não agradou, a roupa não deu certo. Muda tudo.
Tinha pedido por um dia de sol, e o sol o ouviu.
A primeira ligação, duas e três. Uma que não viu pra atender e era muito importante.
Vários recados, e-mails promocionais e um pouco mais de atenção.
Pediu parabéns. Simplesmente uma forma escorpiana de dizer eu estou aqui.
A tensão, o choro, a emoção. Indo e vindo em uma frequência inigualável.
A camisa de flores, as flores, a caneca, bolo e refrigerante e o rosto enrubescido durante os parabéns.
E no meio disso tudo um dia normal, uma vida normal.
Na segunda-feira todos os bares fechados e as músicas sem tocar. Talvez haja algum movimento em algum bar realidade ou alguma conveniência de posto de gasolina, mas e daí? Já é tarde e a cabeça precisa descansar.
Feliz aniversário.
Obrigado!
Apesar do pessimismo, sempre há motivos de se comemorar a vida, partilhada numa torta de repolho e com 2 litros de coca-cola zero.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Preço

Tanto tempo envolvido e sem saber o porquê e pra quê.
Uns pexinxam, outros abrem a mão.
Mas ninguém sabe o que quer realmente e qual o valor do preço.
Uma vida, uma palavra, um post, uma nota.
Tudo em (ch)(x)eque.
Com licença Humberto Gessinger, tenho que concordar: "O preço que se paga às vezes é alto demais."


*Post que saiu em conversa com a Marina Vieira e que resistiu a uma queda de energia. Sim! Choveu porque escrevi no blog.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cegueira

Não vejo mais meus familiares nem minha família como eu gostaria.
Não vejo mais sempre meus amigos com a frequência que via antes.
Não vejo mais meu futuro como eu vi um dia.
Cegueira.
Espero que seja momentânea.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

*

estava ali e vi por um momento
por simples marca de dor
ou pensamento

não é fácil esquecer uma marca
queimada a brasa
no peito ou na asa

talvez permaneça
talvez reviva
talvez esqueça

não tem como negar
caminho sem volta
é impossível apagar

e por mais que sejam letras
escritas no arranco
não há quem resista
a algumas páginas em branco

terça-feira, 26 de abril de 2011

Duvida ou acredita?

Se a dúvida é o início da sabedoria, devo estar quase lá.
Já diria Aristóteles que é preciso duvidar para saber .
Descobri em mim a habilidade de questionar tudo, principalmente às segundas-feiras quando imaginariamente sonho com um novo começo (bom).
Será que sempre fui assim?
Será que é passageiro?
Não sei.
Se soubesse tais respostas provavelmente não escreveria, não falaria, não emocionaria, não surpreenderia. Não fizesse nada e estivesse acostumado com as respostas fáceis e curtas. Com o óbvio.
Sem perguntar e duvidar eu seria só a metade.
Que Jesus, que nada! Prefiro "São" Tomé. Acredita no que vê e pagar pra isso, mesmo que um pouco depois perceba que talvez seria melhor a confiança.
Acreditar ou duvidar são duas cordas amarradas, cujo nó é entrelaçado pela confiança e pela realidade. Basta querer apostar em uma delas e ver o quanto suporta, pois até o que se vê pode não ser o que acha que é.
Depende do olhar de quem duvida ou acredita.

segunda-feira, 21 de março de 2011

viver (in)consistantemente leve

leve uma vida inconstante
na consistência de uma vida leve
vida inconsistente
constante vida
consistência leve
uma (in)consistante
vida leve
vi ve

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia da Poesia

comemorar (?) o dia da poesia
sem poesia
num dia no qual o "poeta", no mínimo, não tinha que estar seco
uma segunda-feira que traz com ela seus estigmas de depressão, tristeza, insensatez e irritação
um escorpião irritado pelas águas de março que insistem em cair sobre sua cabeça, sem molhar os pés
que venha o outono
ansiedade pela nova estação que virá seca, mas nova
apesar de que a chuva deixa tudo mais verde

domingo, 2 de janeiro de 2011

Independência

"Independência ou morte."

Um grito de necessidade.
Um pouco de história.
Um pouco de realidade.

Caminham por aqui.