segunda-feira, 20 de setembro de 2010

história

estou fazendo história.
a história só acontece quando se encontra os elementos de sua história nas realizações dos seus antepassados.
encontrado, e agora?
rumo ao futuro.
sujeito ao tempo e ao espaço e em função de mim mesmo.
veio antes, vivo agora e caminho pra ela.
destino não há.
há construção, escolha e muito mais.
muito mais mesmo.
subjetivo ou objetivo estou construindo nova história.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

números e letras

descobri que os números as vezes engolem as palavras
descobri na prática
exatos(talvez) e frios (provavelmente)
constrangedores em alguns momentos, mas que sozinhos não conseguem ser absolutos
precisam de palavras para completá-los e explicá-los
mas são bons
não escolheram ser assim apesar de ocuparem espaços bem grandes com suas preocupações inclusas
em algum lugar sei que os números e letras vão conseguir se harmonizar e viver em paz. como num teclado de computador.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

juízo final

Aí você faz uma linha reta e em volta dela faz vários planos para chegar no ponto que quer alcançar. Todos os dias você acorda com o pretexto de seguir aquilo que está na cabeça. Tudo como você quer, de acordo com sua vontade humana e egoísta.
Chega um momento que tantas decisões são exigidas, tantas situações vividas e a consciência trata de pensar se o que foi feito (ou não) foi realmente como se planejou.
E muitas vezes percebe-se que algo foi deixado de lado, ou alguém foi magoado. E aquela linha reta que se traçou pode vir a se tornar um risco na sua vida.
Um risco torto, um risco apagado, um risco que assumiu e fez questão de cobrar as suas consequências.
Riscar um risco é arriscado.
Vale a pena deixar na mão do acaso e cuidar para que o acaso não seja unânime.
Um risco que é risco acaba pesando no juízo final.
E lá, ao estabelecer a relação entre o que se conceituou e o que se realizou, pode fazer perder o juízo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mala Vazia

Aí você vai viajar e tem toda aquela organização.
Pensar o que levar, quantos dias vai ficar, as coisas que vai fazer...
Tantos pensamentos e planos que nem sempre dão certo.
Cada momento pensado é possível que seja mudado pelo imprevisto.
É como se você arrumasse a mala com tudo que precisa e, ao chegar, estar de mala vazia.
Tudo perdido.
A certeza é uma coisa que não existe, ainda que haja muita preparação.
Na viagem de volta à Rua Verde, a mala está vazia.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Amor de Filho e Mãe

Sempre gostei de fatos com crianças.
A reação delas a qualquer tipo de situação é muito verdadeira, independente se ela será boa ou ruim para o interlocutor.
Esses dias presenciei uma cena que achei linda e que me emocionou.


Uma mãe estava saindo com seu carro da garagem. Era após o horário de almoço, isso sugere que ela estava indo trabalhar ou para algum outro compromisso e isso é irrelevante.
Quando o carro já estava por completo fora de casa ouve-se um grito de uma criança:
- Mamãe!
Ela colocando a cabeça fora da janela responde:
- Oi meu filho.
Eu imaginei que a criança talvez fosse pedir um chocolate, um doce, um sorvete ou qualquer coisa, mas o menino grita:
- Eu te amo!
Senti a emoção nos olhos da mulher e no sorriso que logo ela estampou no rosto.
- Mamãe também te ama! - ela disse.

Tem coisas que acontecem que me emocionam. Essas são do tipo que me emocionam muito.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Construir

Um tijolo, cimento, mais tijolo.
Vai subindo, subindo, subindo.
Aos poucos a construção vai se erguendo como um passe de mágica para aqueles que não veem e arduamente para aqueles que nela trabalham.
Só quem sente o sol queimar na pele entende a dimensão de uma construção como essa.
Porém, antes de acabar vem um temporal e derruba tudo.
Sem uma boa base não tem como esperar que a construção resista uma forte tempestade.
E sem uma forte tempestade não tem como atestar como anda a base.

domingo, 2 de maio de 2010

Equimose

Vou pichar os muros, pintar o telhado de branco, mudar a ordem das casas, fazer com que a rua se torne menos monótona, colorindo-a em novos tons de verde.
Mudar o caminho, andar de costa, tomar um novo banho de chuva pela manhã e ao final do dia admirar o pôr-do-sol.
Ler um novo livro, olhar de uma forma diferente para as coisas, descobrir em cada abraço amigo um colo acolhedor.
Andar de bicicleta e soltar as mãos. Sentir o frio na barriga e a brisa no rosto para ter a boa sensação de estar vivo. E de viver. Em altos e baixos, mas viver.
Comer, comer, comer.
Sem ritmo, sem sensatez, sem regras, pois as regras são feitas para quem as construiu. Tenho as minhas.


Caminham por aqui.