quarta-feira, 22 de junho de 2011

*

estava ali e vi por um momento
por simples marca de dor
ou pensamento

não é fácil esquecer uma marca
queimada a brasa
no peito ou na asa

talvez permaneça
talvez reviva
talvez esqueça

não tem como negar
caminho sem volta
é impossível apagar

e por mais que sejam letras
escritas no arranco
não há quem resista
a algumas páginas em branco

terça-feira, 26 de abril de 2011

Duvida ou acredita?

Se a dúvida é o início da sabedoria, devo estar quase lá.
Já diria Aristóteles que é preciso duvidar para saber .
Descobri em mim a habilidade de questionar tudo, principalmente às segundas-feiras quando imaginariamente sonho com um novo começo (bom).
Será que sempre fui assim?
Será que é passageiro?
Não sei.
Se soubesse tais respostas provavelmente não escreveria, não falaria, não emocionaria, não surpreenderia. Não fizesse nada e estivesse acostumado com as respostas fáceis e curtas. Com o óbvio.
Sem perguntar e duvidar eu seria só a metade.
Que Jesus, que nada! Prefiro "São" Tomé. Acredita no que vê e pagar pra isso, mesmo que um pouco depois perceba que talvez seria melhor a confiança.
Acreditar ou duvidar são duas cordas amarradas, cujo nó é entrelaçado pela confiança e pela realidade. Basta querer apostar em uma delas e ver o quanto suporta, pois até o que se vê pode não ser o que acha que é.
Depende do olhar de quem duvida ou acredita.

segunda-feira, 21 de março de 2011

viver (in)consistantemente leve

leve uma vida inconstante
na consistência de uma vida leve
vida inconsistente
constante vida
consistência leve
uma (in)consistante
vida leve
vi ve

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia da Poesia

comemorar (?) o dia da poesia
sem poesia
num dia no qual o "poeta", no mínimo, não tinha que estar seco
uma segunda-feira que traz com ela seus estigmas de depressão, tristeza, insensatez e irritação
um escorpião irritado pelas águas de março que insistem em cair sobre sua cabeça, sem molhar os pés
que venha o outono
ansiedade pela nova estação que virá seca, mas nova
apesar de que a chuva deixa tudo mais verde

domingo, 2 de janeiro de 2011

Independência

"Independência ou morte."

Um grito de necessidade.
Um pouco de história.
Um pouco de realidade.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Devir

Lembrei-me das aulas de filosofia.
Heráclito pra ser mais preciso.
Devir é o desejo de tornar-se.
Desejei tornar-me o que me tornei ou tornei-me o que me tornei sem desejar?
Não sei. Devir é mudança constante.
Mudei, mudo e mudarei.
Talvez seja essência ou talvez seja substância.
Não há como saber.

sábado, 18 de dezembro de 2010

mais uma

com licença Cecília Meireles:

"em mim, não vejo começo nem fim"

Caminham por aqui.